Para quem ainda não sabe, Fernando Henrique Cardoso é o "representante" da elite Fabiana na América Latina.
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Fernando Henrique Cardoso |
Vamos voltar um pouquinho no tempo e rever um episódio histórico muito interessante ocorrido após a abertura democrática:
FHC, percebendo a "proximidade" de Leonel Brizola com Mário Soares, presidente da Internacional Socialista, uniu-se a Miguel Arraes e prepararam um "dossiê" sobre Brizola, crendo, com isto, "queimar" o comunista. Não deu certo.
Mário preferiu o governador carioca, mais conhecido e muito popular na época.
Despeitado, FHC desligou-se da Internacional Socialista e procurou os socialistas Fabianos na Inglaterra, cujo prestígio parecia abalado pelo fracasso retumbante do Partido dos Trabalhadores (socialista) no governo Britânico. Sem nenhum representante por aqui, foi aceito sem restrições.
Mas o que é a "Elite Fabiana"?
Quem coloca uma "luz" sobre o assunto é o professor Olavo de Carvalho:
Abortismo, casamento gay, quotas raciais, desarmamento
civil, regulamentos ecológicos draconianos, liberação das drogas, controle
estatal da conduta religiosa, redução da idade de consentimento sexual para 12
anos ou menos: tais são, entre alguns outros, os ideais que fazem bater mais
forte o coração de estudantes, professores, políticos, jornalistas, ongueiros,
empresários “esclarecidos” e demais pessoas que monopolizam o debate público
neste país.
Nenhuma dessas propostas veio do povo brasileiro ou de
qualquer outro povo. Nenhuma delas tem a sua aprovação.
Isso não importa. Elas vêm sendo e continuarão sendo
impostas de cima para baixo, aqui como em outros países, mediante conchavos
parlamentares, expedientes administrativos calculados para contornar o debate
legislativo, propaganda maciça, boicote e repressão explícita de opiniões adversas
e, last not least, farta distribuição de propinas, muitas delas sob a forma de
“verbas de pesquisa” oferecidas a professores e estudantes sob a condição de
que cheguem às conclusões politicamente desejadas.
De onde vêm essas ideias, a técnica com que se disseminam e
o dinheiro que subsidia a sua implantação forçada?
A fonte desses três elementos é única e sempre a mesma: a
elite bilionária Fabiana e globalista que domina a rede bancária mundial e tem nas suas mãos o
controle das economias de dezenas de países, assim como da totalidade dos
organismos internacionais reguladores.
Nada nos seus planos e ações é secreto. Apenas, para
perceber a unidade de um empreendimento cuja implementação se estende por todo
um século e abrange as contribuições de milhares de colaboradores altamente
preparados — uma plêiade de gênios das humanidades e das ciências —, é preciso
reunir e estudar uma massa de fatos e documentos que está infinitamente acima
da capacidade da população em geral, aí incluído o “proletariado intelectual”
das universidades e da mídia onde esse mesmo empreendimento colhe o grosso da
sua militância e dos seus idiotas úteis.
Em geral, nem seus adeptos e servidores, nem a população que
se horroriza ante os resultados visíveis da sua política têm a menor ideia de quem é o
agente histórico por trás do processo.
Os primeiros deixam-se levar pelo atrativo aparente das metas
nominais proclamadas e acreditam piamente — ó céus! — estar lutando contra a
“elite capitalista”.
A população vê o mundo piorando e de vez em quando se
revolta contra esta ou aquela mudança em particular, contra a qual brande em
vão os mandamentos da moralidade tradicional, sem que nem em sonhos lhe ocorra
a suspeita de que essas reações pontuais e esporádicas já estão previstas no esquema
de conjunto e canalizadas de antemão no sentido dos resultados pretendidos pela
elite iluminada.
Para explicar a confortável invisibilidade que, após décadas
de ação ostensiva em todo o mundo, o mais ambicioso projeto revolucionário de
todos os tempos continua desfrutando, não é preciso nem mesmo apelar ao famoso
adágio esotérico de que “o segredo se protege a si mesmo”.
No meio do quadro há, é claro, alguns segredos, bem como a
supressão de notícias indesejáveis, ordenada desde muito alto e praticada com
notável subserviência pela classe jornalística. Mas esses não são, nem de
longe, os fatores decisivos.
O que tem feito das populações as vítimas inermes de
mudanças que elas não desejam nem compreendem são três fatores:
(a) a luta desigual entre uma elite intelectual e financeira altissimamente
qualificada e a massa das pessoas que não recebem informação nem educação senão
dessa mesma fonte;
(b) a continuidade do projeto ao longo de várias gerações,
transcendendo o horizonte de visão histórica de cada uma delas;
(c) a prodigiosa flexibilidade das concepções Fabiano-globalistas,
cuja unidade reside inteiramente em objetivos de longuíssimo prazo e que, na variedade
das situações imediatas, sabem se adaptar camaleonicamente às mais diversas
exigências ideológicas, culturais e políticas, sem nenhum dogmatismo, sem nada
daquela rigidez paralisante dos velhos partidos comunistas.
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Quadro e símbolo da Sociedade Fabiana, Londres |
Para enxergar a unidade e a coerência por trás da
diversidade alucinante das ações empreendidas por essa elite em todo o mundo
ocidental, é preciso, além da massa de dados, alguns conceitos descritivos que
o “cientista social” vulgar ignora por completo.
É preciso saber, por exemplo, que as “nações” e as “classes”
não são nunca sujeitos agentes da história, mas apenas o excipiente com que os verdadeiros
agentes injetam no corpo do tempo a substância ativa dos seus planos e
decisões. Isto deveria ser óbvio, mas quem, numa intelectualidade acadêmica
intoxicada de mitologia marxista (ou, em parte, de formalismo doutrinário
liberal conservador), entende que só grupos e entidades capazes de durar
inalteradamente ao longo das gerações podem ter a veleidade de conduzir o
processo histórico?
Entre esses grupos destacam-se, é claro, as famílias
dinásticas, de origem nobre ou não, que hoje constituem o núcleo vivo da elite
globalista. Quando essas famílias têm a seu serviço a classe acadêmica mundial,
os organismos reguladores internacionais, o grosso das empresas de mídia, a rede
planetária de ONGs e, por meio destas, até a massa de militantes enragés que imaginam combater aqueles
que na verdade os dirigem, quem pode resistir a tanto poder concentrado?
Decerto, só os dois esquemas globalistas concorrentes, o
russo-chinês e o islâmico. Mas o “mundo melhor” que prometem não é nem um pouco mais humano,
nem mais livre, do que aquele para o qual a elite Fabiana está nos conduzindo à
força.
Acredito que isto deve ser suficiente para aqueles que reagiam incrédulos quando ouviam a afirmação que o "FHC preparou a cama para o Lula".
Para a elite Fabiana não importa se o poder está com seu representante direto ou com um comunista independente (Lula não se filiou a Internacional Socialista nem aos Fabianos [o FHC convidou-o no início dos anos 90]). Importa, apenas, que a massa militante esquerdista exerça o poder.
O brasileiro, neste momento, está no meio do fogo cruzado dos Fabianos (Londres) com os comunistas da Internacional Socialista (Moscou) que ganharam força com a ascenção da Dilma.